Nossa Razão – Capítulo 26

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Capítulo 26

Nic

Dizer que a oferta de Sofia não me entusiasmou seria mentira. Aliás, ela não me abandonou por boa parte da semana. Porém, a tal da responsabilidade me impedia de alimentar aquela ideia. Como ela mesma indicou, não tinha nada a ver com fuga da realidade, e sim, um tempo para mim. Aquele que eu estava buscando, mesmo rodeado das mesmas pessoas e dos mesmos compromissos.

Acontece que eu não podia ignorar minhas obrigações, que não eram poucas. Eu busquei por elas ao me dedicar à empresa, ao absorver grande parte do trabalho, dando um fôlego ao meu pai. Então não dava para agora simplesmente largar tudo em suas mãos novamente. Seria, no mínimo, inconsequente, para não dizer, egoísta.

Mas o diabo parece saber como atentar. E Sofia também.

Passamos a trocar mensagens diariamente depois do encontro na praia, no último domingo. E não, não era nada de natureza romântica. Ela sabia que eu não iria por aquele caminho, mesmo que eu não tivesse admitido sua suspeita em relação a Karla. O que ela parecia disposta a fazer, era me convencer daquela ideia, ao me enviar sugestões de cursos, hospedagens e passeios na Austrália, bem como a confirmação de que o pai conseguia arranjar tudo rapidamente.

Merda de tentação!

E eu poderia recusar e colocar uma pedra em cima daquele assunto. Como discuti-lo com a pessoa mais indicada e sensata que eu conhecia: meu pai.

Aproveitei a tarde de sábado, em que estávamos apenas os dois em casa, tomando uma cerveja na área da churrasqueira, e trouxe o assunto trabalho para a conversa. Não que isso fosse algo incomum, mas acho que insisti bastante em manter o foco no tema, pois em determinado momento ele me questionou.

— Por que acho que você está querendo me falar alguma coisa e não sabe como?

Ri da perspicácia do senhor Henrique. Dificilmente conseguíamos enganá-lo.

— Por que está certo?

Ele respirou fundo, como que preparando-se pelo que viria.

— O que houve, Nic?

Eu tinha pensado bastante sobre como falar sobre aquilo com ele. E nenhuma justificativa que eu encontrasse para tentar convencê-lo de que era algo exequível, me eximia da culpa de estar meio que o abandonando.

— Quão prejudicial seria eu me afastar da transportadora?

Ele estava sentado em uma das poltronas à minha frente, toda a atenção voltada para mim.

— Pelo seu tom, isso não me parece férias.

— Digamos que seriam férias prolongadas.

— Quanto tempo?

— Seis meses.

Um vácuo de alguns bons segundos de silêncio trouxe ainda mais impacto para o assunto.

— O que está acontecendo, filho?

— Surgiu uma oportunidade… e veio a calhar com o que estou precisando. — Ele só ergueu uma sobrancelha, do tipo, continue. — Um tempo pra mim, pai.

— E esse tempo seria para você rever seu futuro profissional?

— Não! — corrigi, rapidamente. — Eu gosto do que faço e quero continuar, se o senhor achar que devo e mereço.

— Não tenho dúvidas quanto a sua competência, Nic, mas não vou mentir dizendo que isso que está pedindo, não me preocupa.

— Preciso de um pouco de distância de algumas coisas.

— E de algumas pessoas, imagino. Da Karla, especificamente.

Não era uma pergunta. Era uma afirmação, da qual não sei se adiantaria eu tentar contestar.

Quando tive coragem de erguer os olhos para ele, pude ver um meio sorriso vitorioso, daqueles que às vezes ele esboçava, quando estava certo de ter nos pegado em flagrante.

Não respondi. E isso certamente era o suficiente para confirmar sua tese.

— Sabe, na minha época, quando a gente gostava de uma menina, a gente chegava junto. — Fui obrigado a rir do linguajar informal, coisa atípica do senhor Henrique. — Não tinha essa de ficar cozinhando em banho maria. Seduzia sim, e então colocava a cara a tapa. Se ela não queria, partia para outra.

— É o que estou tentando fazer, pai.

Ele me olhou confuso, e um pouco decepcionado, talvez.

— Sempre achei que vocês se entenderiam um dia.

Meio que sorri, bobo, diante daquela revelação. Sério que ele achava que eu e Karla…

— Era tão evidente assim?

— Para mim, sim! Para sua mãe também. Impossível não notar o seu olhar apaixonado, Nic — apontou, fazendo com que eu me sentisse um trouxa. — Tem certeza de que ela não sente o mesmo?

O que eu poderia lhe dizer? Que ela se sentia atraída por mim, que me desejava, mas que isso parecia não ser o bastante para encarar um relacionamento comigo?

— Ela fez outras escolhas, pai.

Ele assentiu. Levantou-se em silêncio, trouxe outra cerveja para nós. Só depois de alguns goles é que voltou a falar.

— Ok! Me conte mais desses seis meses.

Relatei a ele a ideia de Sofia, bem como tudo o que ela, através do pai, conseguia providenciar. Falei também do curso que encontrei, na área de negócios, e que fazia daquela viagem não só um período de descanso, mas também uma oportunidade de aperfeiçoamento profissional, que seria bem aproveitada na empresa.

— Sei que consigo desempenhar algumas tarefas, mesmo à distância. Não quero e não vou me desviar dos assuntos da empresa, pai — concluí.

— Como você faria isso? Que horas?

— É só uma questão de organização. E o senhor sabe que sou bom nisso.

— Ainda assim, muita coisa ficaria descoberta. Teríamos que remanejar e redistribuir algumas responsabilidades.

Eu tinha pensado em tudo aquilo e encontrado soluções, que esperava que fossem aceitas.

— Eu acho que a Mi e a Karla dariam conta. Com a sua ajuda, é claro.

— Mais trabalho para elas, mais rendimento.

— Meu afastamento seria uma licença não remunerada. Use o meu salário para recompensá-las.

— E você?

— Tenho minhas economias.

Outra pausa. Outra respiração profunda. Outro olhar questionador, preocupado.

— Parece que você quer mesmo isso.

Queria? Sim. Talvez não desse jeito. Mas acreditava precisar daquele tempo.

— Só se encontrar uma solução que não prejudique a empresa — salientei, afinal, eu não era um adolescente irresponsável e inconsequente.

— Acho que precisamos conversar com elas antes de decidirmos isso. — Concordei com um aceno. — Karla volta de férias na quarta-feira. O que acha de uma reunião na primeira hora do dia?

— O senhor que manda.

— É, parece que tenho que voltar a fazer isso.

Karla

Meus pais terem a ideia de outra viagem, rápida, antes do meu retorno ao trabalho, dificultou meu encontro com Milena na noite de terça-feira. Eu estava morrendo de saudades dela, e curiosa com as novidades, entre elas, as que envolvessem Nic e Sofia, mesmo que isso despedaçasse meu coração mais uma vez. Então, teríamos que encontrar outro dia e horário para tentar colocar parte do papo em dia. O intervalo para o almoço, naquela quarta-feira, certamente não seria suficiente para o tanto de assunto que sempre tínhamos.

Acontece que uma reunião, já na primeira hora do dia, me dava a sensação de que as coisas não seriam tão tranquilas.

Tio Henrique me recebeu em sua sala com entusiasmo, saudoso e sempre muito querido.

— Aproveitou bem as férias? — questionou depois de me abraçar, olhando-me atentamente.

— Sim. Retornando com as energias renovadas! — Tentei ser o mais gentil possível com aquele que tanto fazia por mim.

— Isso é bom. Você vai precisar.

Achei estranho aquele comentário, mas preferi esperar pela reunião. Talvez ela me trouxesse a resposta.

Ele se acomodou atrás de sua mesa, comigo e Milena à sua frente, e mais uma cadeira, vazia, à espera de Nic.

Eu ainda não o tinha visto. E torcia para que o meu coração não me delatasse quando pusesse os olhos nele.

Ledo engano!

Assim que a porta se abriu e sua figura surgiu, senti as batidas aceleradas retumbarem em meu peito, e minha respiração se alterar, fazendo com que eu entreabrisse os lábios para tentar puxar mais ar para os pulmões. Nic sempre teve esse efeito em mim. Me deixar meio boba. E até um tempo atrás, eu lidava bem com isso, conseguindo controlar as reações do meu corpo. Mas agora… Como era difícil não sentir aquela enxurrada de sensações. Não lembrar do seu gosto, do seu beijo, do seu corpo… Das suas palavras que traziam uma esperança de que eu tinha medo de sentir.

— Bom dia!

Seu cumprimento saiu firme, sua voz bem colocada, a postura alinhada.

Já eu, mal consegui retribuir um murmúrio acanhado, principalmente quando seus olhos encontraram os meus, dando-me um vislumbre rápido daquela conexão que tínhamos, antes que ele voltasse a se fechar como um estranho.

Obriguei-me a engolir a dor quando tio Henrique se manifestou.

— Por que não começa, Nic?

Ele assentiu, seguindo a orientação do pai, e falou para mim e Milena.

— Vou me afastar da empresa por um tempo.

Acho que não entendi direito o que ele disse. Tal qual minha amiga.

— Do que você tá falando? — Ela estava mais próxima a ele, e eu não conseguia ver seu rosto, mas podia imaginar a expressão surpresa que a tomava. Não deveria ser muito diferente da minha.

— Vou fazer um curso.

— E que tipo de curso é esse que você precisa se afastar?

— É fora do Brasil.

— Fora do Brasil?

— Na Austrália.

— Na Austrália?

— Seis meses.

— Seis meses?

— Você tá sendo repetitiva, maninha. — Ele deu uma risadinha debochada.

— Será que é porque eu tô tentando entender que merda é essa?

— Milena! — Tio Henrique chamou a atenção da filha, que se desculpou rapidamente.

Enquanto isso eu seguia sem abrir a boca, sem entender. Não queria acreditar no que estava acontecendo.

— Sempre te apoiei em suas decisões, Mi. Acho que seria legal você fazer o mesmo comigo.

Ele disse aquilo para a irmã, mas dispensou um olhar para mim quando terminou, como se reafirmasse suas palavras ditas naquela discussão, no primeiro dia do ano.

— Minhas decisões nunca incluíram abandonar a família ou a empresa. — Milena revidou, um tanto indignada. Eu a entendia perfeitamente.

— Eu não tô fazendo isso. — Nic retificou com veemência. — Vou continuar cuidando do que for possível, à distância.

— Pra quando isso? — Ela continuou com o interrogatório.

— Viajo dentro de duas semanas.

Outro baque, que trazia uma dimensão ainda maior para o que estava acontecendo. Nic parecia determinado a fazer aquilo. Enquanto eu sonhava com uma possível reconciliação, ainda que só da nossa amizade, ele estava tomando providências para se afastar ainda mais de mim.

— O quê? Você não tá indo pro Paraguai, Nic. E as coisas que precisa resolver? Visto e tudo o mais?

— Já consegui tudo o que precisava.

— Como?

— Com o pai da Sofia.

A postagem dela na rede social voltou com força. Então, talvez tudo tivesse começado naquele dia! Se eu já não topava muito a garota, agora eu a odiava.

— Sofia? Ela vai com você?

— Não!

— Vocês estão juntos?

— Não!

— Você vai voltar?

— Claro que sim, Milena.

Como se adivinhasse, minha amiga dava voz a todas as minhas perguntas.

— Por quê? — Ela disse baixinho, ainda incrédula. — Só me explica.

— Preciso de um tempo pra mim.

Novamente o olhar de Nic caiu sobre mim. Dessa vez ele o segurou, como se estivesse me dizendo que eu era o motivo daquela decisão, de ele se afastar. Como se quisesse deixar claro que eu era a culpada. E de certa forma foi como me senti, principalmente quando percebi a atenção do tio Henrique sobre mim, antes de falar.

— Vou reassumir boa parte das funções que Nic vinha desempenhando na empresa. Mas vou precisar de ajuda, e gostaria de saber se posso contar com vocês duas.

Ninguém falou nada por um tempo, absorvendo aquela notícia. Até que eu resolvi me manifestar.

— O que precisar, tio.

— É claro que pode contar conosco. — Milena ratificou.

— Que bom! — Ele suspirou, levantando-se da cadeira, dando indícios de encerrar aquela conversa. — Vamos nos reunir algumas vezes nestas duas semanas para alinhar tudo.

Deixei meu lugar, querendo sair dali o mais rápido possível, pois não sabia quanto tempo conseguiria conter as lágrimas, que se acumulavam em forma de nó na garganta.

Milena me seguiu para fora da sala, e ainda que eu quisesse me trancar no banheiro, me mantive firme, em direção à minha mesa.

— Você está bem? — Ouvi sua voz ao meu lado.

— Vou ficar — disse apenas, sem olhar para ela.

No fundo eu tinha ciência de que Milena sabia do meu amor por seu irmão. E ela bem poderia me pressionar para confessar tudo. Mas não fez isso. Mais uma vez, respeitou meu tempo, minha vontade. 

***

Aquelas duas semanas voaram. Tive várias oportunidades de estar com Nic, mas não sozinha. Todas as conversas, para coordenar as tarefas que eu e Milena absorveríamos na transportadora, contavam com a presença da minha amiga ou do tio Henrique. Algumas até com Gael. Mas eu e ele, sozinhos, nenhuma vez. Talvez fosse proposital, não sei. E, de verdade, eu até preferia. Acho que tinha medo de algum tipo de rejeição. Se eu poderia interpelá-lo em algum momento e questionar sua decisão? Claro que sim. Se eu queria fazer isso? Claro que não! Não suportaria ouvir novamente suas palavras amargas, dizendo que eu era culpada.

Eu bem que gostaria de dizer que estava preparada para a sua partida, mas seria mentira. A dor por toda aquela situação ainda era a mesma lá do início. Acho só que eu já tinha me acostumado a ela. Estava meio anestesiada. Porém, não conseguia me conformar com sua decisão.

Nossa turma se reuniu para uma despedida do integrante mais velho. Eu não fui. Houve também um churrasco na casa dos Ventura, com a mesma finalidade. Novamente me recusei a participar, usando, nas duas situações, a desculpa de algum mal-estar. Porém, não fui forte o suficiente no dia de sua viagem. Eu precisava vê-lo, nem que fosse de longe. Precisava confirmar que era verdade, que eu o estava perdendo um pouco mais.

Foi essa necessidade, quase dolorosa, que me fez pegar o carro e dirigir sozinha até o aeroporto.

Consegui chegar no que acredito serem os últimos minutos antes de ele seguir para a área de embarque. Observei-o, de longe, se despedir de Gael, abraçar os pais, e por último Milena, a quem ficou um bom tempo conectado. Não havia dúvida de que ela estava chorando, assim como a tia Renata.

Engoli um soluço calada, pronta para fazer meia volta. Mas, de alguma forma, Nic me viu. Ou me sentiu. E sua expressão de surpresa denunciou minha presença para os demais. Então eu não podia simplesmente sair correndo.

Caminhei devagar até eles, esboçando um sorriso constrangido a todos. Nic se desprendeu da irmã e me encontrou no meio do caminho. Apesar do semblante um pouco abatido, talvez por ter se dedicado tanto a deixar as coisas o mais em ordem possível na empresa, seus olhos mantinham o brilho que me enfeitiçava. Havia uma sombra de barba envolvendo o maxilar, deixando-o com um ar mais rebelde. O brinco, que Milena o havia presenteado no ano anterior, balançava em sua orelha conforme ele se mexia.

Eu ainda não acreditava que ficaria longe dele por seis meses. Meu amigo, meu companheiro, meu parceiro de vida.

— Não sei por que eu vim! — Dei voz ao pensamento repentino, sentindo-me um tanto masoquista.

— Para se despedir de mim — falou rouco, me surpreendendo por não haver um tom rancoroso.

Desviei o olhar. Não podia encarar Nic. Não conseguiria me segurar se vislumbrasse em seus olhos um pingo que fosse daquele carinho que ele sempre me dedicava.

Tentei sorrir, engolindo a angústia e a saudade antecipada.

— Boa viagem, Nic!

— Obrigado.

Eu queria demais abraçá-lo. Aconchegar-me em seu corpo e usufruir da sensação de segurança e cuidado que só ele sabia me dar. Sentir seu perfume mais uma vez, que tantas lembranças boas me trazia. Ouvir uma piada sua, sempre muito bem colocada, que envolvia verdade e diversão juntos. Queria pedir que não fosse. Que viesse comigo. Queria dizer que o amava. Há muito tempo!

Mas não fiz nada daquilo.

— Vou sentir sua falta! — murmurei, sentindo meus lábios tremularem.

Se segura, Karla! Não chora agora!

Seu dedo firme deslizou pelo meu queixo e ergueu o meu rosto para encará-lo.

— Promete pra mim que vai se cuidar!

E lá estava. O que faria eu me desmanchar.

— Promete pra mim que não vai me esquecer! — Quase implorei, a voz embargada.

— Nunca! Nem se eu morresse!

Esqueci toda a merda passada. Nossas brigas, a vergonha, o medo. E me joguei em seus braços, apertando seu corpo contra o meu, sentindo-o reagir e retribuir aquele contato.

— Ah, merda! Não chora!

— Ah Nic! Eu…

As palavras travaram na minha garganta.

— Você o quê? Fala! Fala pra mim, Karla!

O alto-falante anunciou a última chamada para o seu voo.

Eu não podia fazer aquilo. Não agora. Não desse jeito.

— Vou morrer de saudades! — menti. Bem, eu ia mesmo morrer de saudades.

Nic suspirou profundamente antes de me soltar. Sua expressão me dizia que eu o tinha decepcionado mais uma vez. Parece que eu tinha me tornado expert nisso.

— Se cuida!

Aquelas foram as suas últimas palavras antes de um beijo em minha testa.

Nic fez meia volta e seguiu para o portão de embarque, sumindo de vista. E tudo o que pude fazer foi chorar, sem me importar com quem assistia à cena.

Milena correu em minha direção, mas o abraço que me surpreendeu, bem como as palavras que vieram com ele, foram do tio Henrique.

— Vocês precisam desse tempo longe um do outro. Vai lhes fazer bem, acredite. Ele estava enganado. Não havia como alguém ficar bem, estando longe da pessoa que ama. Mas não contestei. Apenas aproveitei do conforto do seu abraço, muito parecido com o do homem da minha vida.

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Espero que tenham gostado! ♥

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Os capítulos serão postados às sextas-feiras, podendo haver capítulo bônus na semana dependendo da interação de vocês.

Então chamem as amigas para curtir essa história!

Boa diversão e até a semana que vem! ♥

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