Nossa Razão / Capítulo 3

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Capítulo 3

Karla

 A batida inconfundível de minha madrinha à porta do meu quarto, reforçava que eu estava atrasada para o café da manhã, ainda que já passasse das dez horas. A semana tinha sido tensa e estressante por vários motivos. entre eles a surpresa com a intimação de Gael em função do incidente do estupro no bar, para comparecer à delegacia, e tudo o que aquilo representava para ele, e, de certa forma, para tantas pessoas que faziam parte de um grupo menos privilegiado. A carga horária cheia na faculdade, e um trabalho que estava tirando meu sono, também contribuíram para que eu esticasse até mais tarde na cama naquele sábado ensolarado, porém, de temperatura amena.

— Pode entrar! — falei um tom mais alto, saindo do banheiro para encontrar a tia Jade, linda e maravilhosa em um de seus trajes, hoje não tão espalhafatoso. Ela era chegada em cores e turbantes.

— Cadê minha afilhada mais linda? — Abriu os braços, nos quais me aconcheguei, sorrindo.

— Fala isso porque sou a única!

— E não preciso de outra! — Afastou-me para me analisar. — Sua aparência não é das melhores. Como você tá, gata?

— Cansada. E você? — Ela parecia perfeita, como sempre.

— Não muito diferente, mas eu tenho motivos.

Bufei uma risada.

— Ah, e eu não?

— Se aos vinte anos já está assim, como será quando chegar à minha idade, menina?

Fiz um gesto de desdém, ajeitando uma de suas tranças, que insistia em se prender ao brinco de argola.

— Falta muito pra eu pensar nisso, tia.

Ela riu e deu um leve tapa na minha bunda.

— Tá pronta? Podemos tomar café?

Assenti, seguindo-a rumo a cozinha, lamentando o fato de ter pouco tempo com ela. Quando disse que viria tomar o café da manhã conosco, eu já tinha aceitado o convite de Nic para vir me buscar. A turma ia para a praia, hoje para um jogo de vôlei. Duvidava que eu tivesse disposição para isso, mas meus argumentos não foram páreo para a insistência do meu amigo para me juntar a eles.

Estranhei a mesa da copa posta para seis pessoas, quando normalmente ficávamos na bancada que a dividia da cozinha, mas antes que eu questionasse a mudança, minha mãe se apressou em explicar.

— Nic está subindo!

Conferi as horas novamente, só para me certificar de que não estava atrasada, enquanto meu pai abria a porta.

— Tudo bem, tio Davi?

Ouvi a voz de meu amigo, que ainda continha traços da rouquidão típica da manhã.

— Tudo ótimo e você?

Ele surgiu na sua versão gato de praia. Bermuda, camiseta e tênis. E claro, aquele sorriso que franzia seus olhos azuis, da cor do mar.

— Nic! — Tia Jade suspirou, indo ao encontro dele. — Há quanto tempo!

— Você deveria ter ido ao meu aniversário no domingo — censurou, puxando-a para um abraço.

— Eu bem que queria, mas estou enrolada com a coleção de inverno. Parabéns, mesmo que atrasado! Toda felicidade do mundo pra você!

— Obrigado!

Ela se distanciou e o mediu de cima a baixo.

— E me deixa dizer que você está cada dia melhor, hein! — Assobiou, arrancando de meu amigo um sorriso convencido.

— Você acha?

— Eu só queria ser uns dez anos mais jovem!

— Tia! — Chamei sua atenção enquanto meus pais riam, acostumados com o atrevimento da estilista. Eu também estava, mas não quando se tratava de Nic.

— Suspeito que você ia me dar um cansaço, Jade.

— Eu não tô ouvindo isso! — Minha mãe colocou as mãos sobre os ouvidos e meu pai gargalhou, o que pareceu incentivar a ousadia da cunhada.

— Você me pegava, Nic? Coroa e negra? — Fez pose, batendo os cílios enquanto meu queixo caía.

— Não classifico as mulheres por raça, cor ou idade, Jade. Se ela me interessa e desperta coisas em mim…

— No meu tempo os caras costumavam dizer que pesando acima de trinta quilos, coração batendo e…

— Ok, já deu. — Foi meu pai quem cortou a brincadeira, antes que os dois “sem noção” seguissem em frente.

Nic não era de mentiras ou meias palavras, e acho que estava só tentando ser gentil com a minha madrinha. Apesar de que ele teve algumas namoradinhas negras, bem como mulheres mais velhas que ele.

— Bom dia! — Ele se aproximou dando um beijo na minha bochecha, cheiroso como o inferno. Ou como o paraíso?

— Você disse que passava perto das onze.

— Eu sei. Mas como sua mãe reclamou que eu não tenho aparecido, resolvi me convidar para o café da manhã.

— Você ainda não comeu?

— Já, mas reservei um espaço para o pãozinho da tia Alice. — Piscou, falando mais alto para que minha mãe ouvisse e se derretesse um pouquinho. — Você tá um caco — comentou, avaliando meu rosto de forma demorada.

— Obrigada! — Agradeci com deboche. Ele riu e foi em direção ao lavabo, enquanto eu ocupava meu lugar à mesa.

— Falei o mesmo Nic, mas ela disse que é reflexo da semana agitada. — Tia Jade emendou, indo sentar-se à minha frente, deixando a cadeira ao meu lado para Nic.

— Fiquei até as duas da madrugada quebrando a cabeça com o trabalho de Custos. Agrr, nunca me peça para fazer isso na transportadora — adverti meu amigo, que já tomava seu lugar.

— É chato, mas depois que você pega o jeito, vai embora. Por que não me falou? Eu te dava uma mão.

— Você mal tinha tempo pra você, Nic.

— Pra quando é?

— Quarta-feira.

Ele pensou um pouco enquanto se servia de café.

— Podemos dar uma olhada amanhã, se você quiser.

— E matar o seu descanso?

— Você também merece um tempo. Em dois, fazemos mais rápido.

— A gente vê isso depois — falei, desviando a atenção do assunto e de nós dois, que ao que parecia, estava interessante para as outras três pessoas à mesa.

A campainha chamou a atenção de todos, e minha mãe se apressou em esclarecer, indo em direção à porta.

— Tobias disse que dava uma passada hoje.

Ali estava o motivo do outro lugar à mesa.

— Hum, reunião de família e eu não estava sabendo? — Tia Jade deu uma mordida em um dos pãezinhos que a irmã tinha recém assado.

— Você estava falando do inverno do próximo ano, Jade, mas nem entramos na primavera! — Nic trouxe o motivo da sobrecarga de minha tia à tona.

— É assim que funciona a moda, querido. As coleções de verão ainda nem chegaram às prateleiras e as de inverno já precisam estar em produção.

— Bom dia, família! — Tio Tobias fez um cumprimento geral, mas veio para o meu lado, para um beijo. — E aí, branquelo?

— Fala negão!

Fui obrigada a rir com o cumprimento dos dois, que para muitas pessoas poderia soar preconceituoso.

— Tá fazendo o quê aqui, a essa hora?

A abordagem direta era um traço marcante de meu tio, e eu não precisava me preocupar, pois Nic já estava mais do que acostumado.

— Vim buscar sua sobrinha. Vamos encontrar a turma na praia.

— Tá cuidando bem dela, não é? — perguntou em tom de advertência, enquanto se sentava ao lado da irmã e a beijava com estardalhaço.

— Sempre! Mesmo que às vezes ela não goste muito disso.

A explicação de Nic me fez franzir a testa, mas seu olhar me desafiava a questionar, pois assim ele provaria sua tese com algum exemplo de nossos breves e saudáveis embates.

— Cadê a Milena? — Tio Tobias prosseguiu. — Tô com saudade daquela menina.

— Foi buscar o Gael. A gente vai se encontrar na praia.

— Ah, o namoradinho novo! Bom saber que ela se livrou daquele branquelo babaca.

Só mais uma pessoa que não topava Cauã, o ex-namorado.

— Esse também é branquelo, mas gente fina. — Nic explicou, rindo.

— Tipo você?

— Não força, né Tobias. Como eu, fica difícil.

— Meu Deus, ele não se cansa. — Balancei a cabeça, passada com o convencimento do meu amigo. — O Gael é um fofo. E um gato!

Minha mãe validou minha observação com algum comentário que capturou a atenção dos demais à mesa, o que, junto do tom quase sussurrado de meu amigo, os impediu de ouvir sua pergunta.

— Ah é? — Nic deu ênfase à surpresa. — Quer dizer que se a Milena não tivesse visto antes, você pegava?

— Não pego brancos, esqueceu? — Lembrei-o. Eu nunca tinha ficado com um. Minha última aposta tinha sido Luan, nos meus quinze anos.

Seu semblante murchou por um breve instante, e achei que o tinha ofendido. Mas antes que eu pudesse pensar em algo para reparar meu comentário, ele sorriu de um jeito quase irresistível.

— Já disse que você deveria repensar isso. Dependendo do branco, não sabe o que tá perdendo.

O pedaço de mamão que eu tinha acabado de colocar na boca, instantaneamente perdeu o gosto. Eu fazia uma vaga ideia do que estava perdendo, em se tratando dele. Sim, era o único a quem eu daria uma chance. Melhor, agarraria com unhas e dentes.

— Achei ela bem reservada, mas aos poucos foi se soltando. Até trocamos receitas.

Dona Alice seguia falando, pelo visto, de Diana.

— Acho que é só uma questão de se enturmar. Ela não conhecia ninguém ali além da Milena. E os sanduíches dela são deliciosos. — Nic complementou, como se não tivesse desviado a atenção da conversa. — Aliás, será nosso almoço hoje. Combinei com o Gael que acertamos com ele depois — explicou para mim.

— A mãe do rapaz é do ramo alimentício? — Tia Jade pareceu curiosa.

— Não. É doméstica, e faz sanduíches que ela e Gael vendem na praia.

— E o pai, faz o quê? — Tio Tobias pareceu curioso.

Talvez não fosse correto falar da vida pessoal de Gael sem que ele estivesse presente, mas achei necessário explicar aquele ponto.

— Ele não tem pai. Quer dizer, não o conhece. O cara engravidou a mãe e sumiu.

Fez-se um breve instante de silêncio, o que expressava que o assunto, apesar de muito comum, ainda era visto como bem delicado.

— Vida difícil! — Foi a conclusão de meu tio.

Depois de mais de meia hora de papo, Nic parecia disposto a levantar-se da mesa.

Bora?

— Aham! Mas já adianto que não tô com disposição pro jogo hoje — avisei, começando a me despedir de todos.

— Eu pego uma espreguiçadeira pra você ficar deitada, assistindo, que tal?

— Own! — Minha tia soltou um gemido do tipo: olha só que fofo!

— Tá levando um livro? — Nic perguntou com seriedade. — Vai que você acha um personagem tão interessante quanto eu.

— Meu Deus, você tá impossível hoje! — resmunguei, sem deixar de rir ao final.

— Depois de ser cantado pela Jade, quer o quê? — justificou, abraçando minha tia.

— Epa, epa, que eu não te cantei, garoto! Ou será que tô perdendo o jeito?

— Vou marcar um churrasco e dessa vez dê um jeito de ir. — Ele praticamente a convocou, e apontou para o tio Tobias. — E você também, negão!

— Só dizer quando, branquelo.

— Dá um abraço nos seus pais, Nic. — Dona Alice também se despediu e depois de eu pegar minha mochila, finalmente deixamos o apartamento.

— Sua tia é um barato. — Nic comentou quando entramos no elevador.

— Inconveniente, você quer dizer?

— Ah, ela adora tirar uma comigo. Por que vou podar isso? É tudo super saudável. O mesmo com o seu tio.

Sorri. Só mais duas pessoas que adoravam Nic!

***

Eu sei que disse que não estava com disposição para jogar, acontece que faltaria uma pessoa para formar duas equipes de quatro, se eu insistisse em ficar na espreguiçadeira que Nic teimou em reservar para mim. E eu não queria ser aquela que estraga a brincadeira da turma.

— Sério que você vai querer ficar como minha adversária? — Nic provocou à minha frente, do outro lado da rede.

— Pra dar uma variada. A gente tá muito amigável esses dias.

— Ah é? Bom saber!

— Own, fui muito rude? Vai conseguir lidar com isso, Nic?

— Depois não reclame. Você pediu!

Com isso, Nic fez de mim, seu alvo. Todos os ataques eram milimetricamente calculados para que caíssem sobre mim. Eu não era craque no esporte, mas por algum motivo, hoje estava me saindo bem, revertendo todas as recepções em contra-ataque para nossa equipe.

Era meio da tarde e a partida estava empatada em dois sets, quando fizemos um intervalo para repor as energias e comer. Gael havia levado sanduíches e sobremesas, que foram devorados por todos em poucos minutos. E ainda que os elogios se acumulassem para a refeição, não eram o bastante para fazê-lo sorrir descontraído como de costume. Acho que isso só voltaria a acontecer quando houvesse alguma novidade quanto ao andamento da investigação do estupro, livrando-o de qualquer suspeita.

— A gente devia fazer uma partida de homens contra mulheres. — Bruna sugeriu enquanto dávamos um tempo antes de voltar para o jogo.

— Vocês sabem que vão apanhar, e feio, certo? — Lucca endireitou a postura, esticando os braços e estalando os dedos, como se estivesse se preparando para o embate.

— Não esqueça que a Karla é mulher, e que hoje ela tá arrasando, pegando praticamente todas as bolas do Nic. — Milena lembrou, orgulhosa do desempenho da nossa equipe.

— O que está achando das minhas bolas, Karla? — O imbecil do meu amigo teve a audácia de dar um tom sugestivo à pergunta, junto de sobrancelhas agitadas e um meio sorriso sacana.

Peguei um punhado de areia e joguei contra o seu peito, mas não fugi da provocação.

— Parece que estou lidando bem com elas, não é mesmo?

— Devo concordar que você está me surpreendendo.

— Acho que a Karla só está num dia de sorte. — Lia resmungou, parecendo não muito entusiasmada com a brincadeira.

— Bem, talvez o próximo set nos diga isso. — Gael levantou, puxando Milena pela mão. — E aí, todos prontos?

Voltamos para a quadra de areia improvisada, e a impressão de que Lia parecia incomodada com a brincadeira entre Nic e eu, se intensificou para mim, colocando-me de sobreaviso. Acho que Bruna também notou, e certamente ligou uma coisa à outra: nossa amiga confessando sua paixão, há uma semana. Acho que estava rolando certo ciúme ali.

Quando, em uma disputa de bola na rede, Lia caiu e gemeu alto, confesso que cogitei que fosse uma encenação para chamar a atenção de Nic, que prontamente se ajoelhou ao lado dela para conferir o que havia acontecido.

— Não sei se eu consigo ficar em pé — reclamou, colocando a mão próxima ao tornozelo.

— Melhor não forçar. Não sabemos a seriedade da contusão.

— Talvez fosse melhor levá-la ao pronto socorro? — Alguém sugeriu.

— Sim, acho uma boa ideia.

— Você pode me levar, Nic?

Eu não queria me precipitar e ser mesquinha, mas acho que entendi o que estava acontecendo.

— Claro! Espere um pouco aqui. — Nic se levantou e foi em direção à cadeira, vestindo rapidamente a camiseta e pegando chave, celular e carteira, enquanto Lia choramingava, com quase todos à sua volta.

— Eu posso levá-la, Nic. — Bruna se ofereceu. — Ela veio comigo.

— Tá tranquilo. Essas coisas costumam demorar, então acho que a gente só se vê amanhã — falou para ela e então olhou para mim. — Vou pedir pra Milena te levar.

— Não esquenta Nic. Carona é o que não falta.

— Eu mantenho vocês informados — avisou, dando um beijo em cada uma de nós, antes de ir ao encontro de Lia, ainda no chão.

Quando ela enroscou os braços no pescoço de Nic, para que ele a erguesse no colo, Bruna cochichou ao meu lado.

— Seria essa a forma que ela encontrou de dizer a ele o que sente?

— Parece que sim.

A estratégia de Lia parecia até bonitinha. Meio infantil talvez? Não sei. E devo dizer que uma pontinha de medo me assolou, mesmo sabendo que Nic nada sentia pela garota e tampouco cogitava um envolvimento.

— Só eu que percebi que a Lia tá caidinha pelo Nic?

A pergunta de Lucca, assim que nosso amigo arrancou com o carro, fez com que três pares de olhos virassem para mim. Bruna, que obviamente sabia que aquilo era verdade e me tinha como cúmplice, e Milena e Gael, o que me surpreendeu.

— Ela nunca escondeu que o acha bonito. — Milena justificou.

— Isso todos nós achamos. — Bruna corrigiu e Gael tossiu, irônico.

— Eu passo.

— Idem! — Lucca emendou. — A gente sabe que o seu irmão é boa pinta, mas a Lia vê mais do que isso.

— Não quero ser maldoso, mas não sei até onde esse incidente foi premeditado. — Kaique levantou a hipótese que eu desconfiava. — Tipo, pra ter uma chance de ficar sozinha com ele.

— Quero morrer sua amiga. — Bruna debochou.

— Ah, qual é? A gente sabe que vocês, mulheres, usam desse tipo de estratégia.

— E vocês, homens, não? — Bruna o confrontou. — Me poupe Kaique!

Milena riu e começou a ajeitar suas coisas.

— Bem, eu e o Gael vamos nessa.

— Tem trampo hoje, né? — Kaique lembrou, levantando-se para se despedir de nossos amigos.

— Os boletos não esperam.

— Aonde você vai? — Lucca perguntou, vendo-me também me arrumar.

— Vou pegar uma carona com a Mi.

— Não tem por que eles saírem do caminho se eu vou passar perto da sua casa. Eu te levo.

Não era bem aquela opção que eu queria, mas não fazia sentido recusar.

Nos despedimos do resto da turma, e segui para o local onde o carro de Lucca estava estacionado.

Não demorou muito para que ele trouxesse o assunto Lia e Nic de volta, enquanto dirigia.

— Então, vai me dizer que a Lia nunca confidenciou pra vocês a paixão pelo Nic?

Que merda ele tinha que insistir naquilo? Eu não ia dedurar nossa amiga, mesmo que neste momento eu meio que a visse como inimiga. Ok, um pouco forte. Digamos, minha adversária.

— Não!

— Bem, de qualquer forma, não acho que ela consiga alguma coisa com o Nic. Ele já deixou claro que, assim como você, não acha legal se envolver com uma amiga.

— Ele disse isso? Quando?

— Quando eu e você tivemos aquele rolo.

— Não tivemos rolo, Lucca — lembrei-o. — Foi uma brincadeira, que terminou em um beijo.

— Só porque você quis. Por mim, a gente levava em frente.

Ah não! Eu não precisava de nada disso agora!

— A gente conversou sobre isso na época, e a minha opinião não mudou. — Pigarreei, curiosa. — Não sabia que o Nic também pensava assim.

Era estranho, pois ia contra o que ele falou na semana passada, quando me pediu aquele beijo.

— Segundo ele, não vale a pena arriscar uma amizade por causa de um tesão passageiro.

Então, de certa forma, concordávamos com aquilo. Bom saber!

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Espero que tenham gostado! ♥

Não esqueçam de me dizer o que vocês estão achando nos comentários, e de convidar as amigas! Quanto mais vocês interagirem, maior a probabilidade de eu liberar capítulo bônus!!

Os capítulos serão postados às sextas-feiras, podendo haver capítulo bônus na semana dependendo da interação de vocês.

Então chamem as amigas para curtir essa história!

Boa diversão e até a semana que vem! ♥

5 comentários

  1. Ufaaaa, meu pobre cuore leitor é ansioso caspita, essa coisa de ler só um capitulo definitivamente não é pra mim, aaaai como sofro!!! Paola aproveita que amanhã é sexta e posta mais um capituloooo!! :-p
    Brincadeiras a parte, eu já estou amando essa estoria!!! Não vejo a hora de ler tudo!!

  2. Aiiii meu coração….

  3. Ansiosa!!! 😍

  4. A cada capítulo me apaixono mas por está estória super ansiosa pelo livro todo

  5. Aí Karla abre seus olhos pelo amor de Deus

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