Nossa Razão / Capítulo 1

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Capítulo 1

Hoje

Nic

Não era novidade alguma comemorar meu aniversário com meus amigos. Apenas o lugar este ano não era o de costume, porém, me rendi ao pedido das meninas da turma. Não que eu não curtisse um ambiente descolado, mas o escolhido não fazia muito meu estilo. Do tipo que agrega muita superficialidade, eu sabia que deveria manter o pé atrás com possíveis investidas femininas. 

É isso mesmo! Aos vinte e cinco anos, passei da fase quantidade. Estava querendo qualidade, e ainda assim, com um pé atrás. Depois de Suzana… 

Para ser bem sincero, queria uma garota específica! Ela estava comigo hoje, mas não ocupava a posição que eu realmente desejava. E nem estava falando a respeito do corpo dela embaixo do meu, que imagino ser a melhor sensação do mundo. Estava falando apenas, por enquanto, dela na minha vida, como muito mais do que minha melhor amiga. 

Karla!

Creio que não escondi muito bem meu encantamento mais cedo, quando ela surgiu ao lado de minha irmã, pronta para sairmos de casa. Não que ela não fosse encantadora em qualquer momento, porém, estava especialmente linda esta noite. O vestido justo marcava cada uma das suas curvas estonteantes. Curvas que eu adoraria contornar com minhas mãos, com minha boca. De certa forma, toda aquela produção era para mim. Suas palavras, dizendo que o aniversariante merecia, dançaram em minha mente e elevaram meu ego. 

Acontece que com a Karla as coisas não eram tão fáceis. Ela era voluntariosa, beirando a cabeça-dura algumas vezes. Reflexo da pouca idade, mas principalmente da personalidade. Em certos aspectos isso era admirável. Sua obstinação a levaria longe. Mas no que se referia àquilo que eu queria, se revelava um obstáculo. Sabia que não adiantava simplesmente chegar e dizer o que eu pensava, o que eu sentia. Não, era preciso ir com calma, e tentar, aos poucos, ir quebrando aquela barreira. Mostrar que a regra rígida que impôs a si, e indiretamente a mim, era sem cabimento. 

Conseguia entender a mágoa, a decepção e o constrangimento pelos quais passou em sua festa de quinze anos, mas achava exagerado que aquele episódio tivesse força o bastante para definir o resto de sua vida. Pior, que tenha sido tão traumático, que ela não pudesse enxergar o que estava bem à sua frente: EU!

Após pegarmos bebidas para um brinde — uma quase exigência de Milena — nos misturamos às pessoas, bem próximo à pista de dança. Não posso dizer que a visão não fosse das melhores, afinal, era um desfile de mulher bonita, algumas notando de imediato a minha figura.

— Você pode até não ser muito chegado ao lugar, mas duvido que não goste desse assédio.

A voz de Karla interrompeu meus pensamentos. Voltei o olhar para ela, que sorria de um jeito divertido, como se não se importasse com a atenção que eu recebia, ainda que somente através de olhares. Diferente de mim. 

Não era nem um pouco difícil notar o interesse de alguns homens por ela. Olhares famintos, maliciosos, e que faziam meu ciúme emergir, mesmo que eu soubesse que ela não daria bola a muitos deles, já que estavam fora do seu padrão.

— Te incomoda? — Sua expressão dizia que não tinha entendido meu questionamento. Resolvi esclarecer, começar aquilo que eu havia decidido fazer, sondar se tinha chances com ela. — Olharem para mim dessa forma?

— Como se fossem piranhas cercando para o abate? — Um tom ácido brincou entre as palavras, e só consegui rir, o que a fez direcionar o olhar para mim. Pisquei.

— A julgar pela comparação, já tenho minha resposta.

— Aff, Nic! — Bufou de forma entediada. — Eu apenas sei que essa não é a sua praia. 

— Às vezes a gente se aventura em um mergulho rápido.

— Talvez você deva aproveitar a oportunidade. — Acenou em direção à pista.

— Talvez…

— Assim você dissiparia algumas dúvidas.

— De que eu mudei de lado? — Ela deu de ombros enquanto bebericava seu drink. 

Eu estava ciente das conversas paralelas a respeito da minha vida afetiva e sexual. Até minha irmã parecia um pouco preocupada com a questão, e admito que aquilo meio que me divertia. 

— Você sabe como a sociedade julga e cobra certas coisas — justificou, e lhe dispensei um sorriso tranquilo ao enlaçar seus ombros. 

Karla se deixou ficar, até porque era um gesto comum entre nós. Aliás, o contato corporal era algo que estava presente em nossas vidas desde que nos conhecemos. Eu a abraçava e beijava da mesma maneira que fazia com Milena. Isso até a minha adolescência, quando percebi que os toques começaram a perder aquela inocência típica da idade e do relacionamento amigável e começaram a me despertar outras sensações, que me faziam pensar nela de outra forma. Parecia errado, mas ao mesmo tempo, bom demais. Isso não me fez interromper o hábito, apenas me policiar para que o respeito imperasse e as minhas emoções não ficassem tão evidentes. 

— A sociedade não paga as minhas contas — falei, e Karla assentiu, conhecedora do meu modo de pensar.

As altas risadas de nossos amigos chamaram a atenção. Lia desviou o foco para nós e sorriu animada. 

— Ela tem esperança de que você a note com outros olhos. — Karla observou em um tom para que somente eu ouvisse.

— Eu sei. Mas ela é só uma boa amiga mesmo.

— Isso quer dizer que você não a cogitaria para um relacionamento? — Moveu a cabeça para me olhar, curiosa. Eu podia começar por aí.

— Se eu gostasse dela de outra forma, a amizade não seria empecilho algum. Pelo contrário.

Acontece que minha irmã escolheu aquele momento, que poderia ser bem aproveitado para o assunto em questão, para interromper e me parabenizar. 

Olhei para o relógio. Meia-noite!

Karla tomou distância e eu me deixei abraçar por Milena, ouvindo suas palavras que mais pareciam um sermão. Mas eu sabia que era só aquela preocupação natural que temos com quem amamos. 

O restante da turma a seguiu, e me vi sendo cumprimentado por todos. Pelas meninas, de forma mais carinhosa, especialmente Lia, o que reforçava a observação de Karla há poucos minutos.

O beijo que ganhei, praticamente no canto da boca, foi mais demorado do que o normal. O abraço, foi mais apertado, permitindo que eu sentisse perfeitamente a curva dos seios pressionados contra o meu peito. 

— Que essa nova etapa lhe traga muitas alegrias. E que te faça perceber algumas coisas. 

— Obrigado, Lia! — Foi tudo o que pude dizer. Comentar a respeito daquela última frase poderia estender o assunto para um campo que não seria nada adequado. Eu jamais a incentivaria a algo que não via a menor possibilidade de acontecer. 

Propositalmente ou não, Karla ficou por último. Gostei disso!

— Bem, o que eu posso lhe desejar nesse momento, que não aquilo que estimo todos os dias para a sua vida? — Aproximou-se com aquele sorriso lindo no rosto.

— E o que você deseja para todos os meus dias? — Dei um passo para perto, estreitando a distância até um palmo entre nós.

— Como se você não soubesse.

Dei de ombros, jogando charme.

— Sempre é bom ouvir.

Enfim o abraço, daqueles que te seguram bem junto ao corpo.

Envolvi sua cintura, apertando o cerco, sentindo seus braços ao redor do meu pescoço, os dedos resvalando minha nuca. Fechei os olhos, inspirei seu perfume e divaguei sobre como aquele contato poderia se estender. Como meus lábios poderiam passear pelo seu pescoço, minha língua saborear sua pele…

— Desejo a você só coisas boas, Nic — sussurrou com a voz macia. — Que você continue esse cara legal, justo, bom coração, que nós tanto amamos.

— Hum, bom saber que você me ama — sussurrei, querendo que aquele sentimento não fosse apenas fraternal.

Ela se afastou minimamente, apenas para que eu pudesse vê-la arquear as sobrancelhas, divertida.

— Que você controle esse ego, que às vezes é irritante.

— Irritante? Ah, fala sério! Não dizem por aí que devemos nos amar em primeiro lugar? Sou apenas um cara que sabe o valor que tem. 

— E eu aqui, alimentando a sua pessoa. — Brincou, dando um puxão leve em uma mecha do meu cabelo.

Para minha sorte, antes que ela pudesse encerrar a nossa proximidade, a batida ensurdecedora deu lugar a um ritmo lento. Não perdi a chance de mantê-la junto a mim, emendando o assunto. 

— E o meu presente? — falei baixo, muito perto da sua orelha.

— Você está completando vinte e cinco, ou cinco?

— Minha criança interior insiste em se manifestar nesta época.

— Então diga a ela que precisa esperar até a hora do churrasco.

Ri baixinho, e decidi ousar. 

— Hum, você poderia me dar algo agora.

Recebi um olhar desconfiado, mas isso não me fez desistir da ideia. 

— Não vejo o que poderia ser. — Deitou a cabeça, curiosa.

— Um beijo?

Karla abriu um sorriso inocente e estalou os lábios de forma demorada na minha bochecha. Era ótimo, só que eu queria mais.

— Um beijo de verdade. — Arrisquei.

— Esse foi de mentirinha?

— Na boca! — Ouvi minha própria voz, rouca, quase ansiosa.

Eu deveria estar preparado para o silêncio, para a expressão quase assustada que tomou conta de seu rosto, afinal, não era exatamente um pedido comum. Não meu. Não para ela!

— E desde quando irmãos se beijam na boca? — questionou, desviando o olhar e tentando sair do meu abraço, coisa que não permiti.

— Desde quando não são irmãos de verdade!

— Então você vem me enganando todos esses anos? — Tentou imprimir um tom brincalhão à pergunta, mas senti de imediato uma mudança sutil em sua expressão.

— Talvez uma parte deles. 

Podia parecer brincadeira, mas era a mais pura verdade. Há tempos ela tinha deixado de ocupar esse posto na minha vida. Mesmo que eu nada tivesse dito a ninguém. 

— Você é muito palhaço às vezes. Nem bebeu e já está falando besteira.

Novamente um meio sorriso forçado, como se tentasse convencer a si mesma de que tudo não passava de zoação. 

— Então? — Insisti, o que a fez fechar o semblante e me encarar, incrédula.

— Então o quê? É óbvio que não vou te beijar na boca, Nic! — rejeitou, virando o rosto.

— Por quê?

Eu queria saber. Queria entender o motivo de tanta relutância. Era só um beijo! Imagino que qualquer outra de minhas amigas não perderiam a chance de tal experiência. 

Ok, estava sendo meio presunçoso. 

— Porque… porque isso seria no mínimo estranho — justificou, evitando contato direto com os meus olhos. — Ainda que a gente não seja irmão de verdade, somos melhores amigos. Não queremos estragar isso, não é

— E por que um beijo estragaria nossa amizade?

— Porque… estragaria. Simples assim!

— Você beijou o Lucca! — Lembrei-a, sentindo-a tensionar de imediato.

— Sim, e foi um erro. Tanto que você deve lembrar que ficou um clima estranho depois.

Sim, eu lembrava. Uma brincadeira, há pouco mais de dois anos, desencadeou o desafio, e eu presenciei nosso amigo enfiar a língua na boca da minha melhor amiga. Da garota que fazia meu coração bater mais forte. Foi o que me levou a sair com Suzana, logo em seguida, e engatar um namoro. De início era somente para ver se eu esquecia aquela ideia, se eu conseguia substituir o espaço que Karla tomava na minha vida. E por um tempo, tive sucesso. Ou apenas me enganei. Até que veio o tombo!

— Já sei, você tem medo de gostar demais — provoquei, imaginando o que iria ouvir.

— Ora, ora, e o ego que acabei de mencionar, dá as caras.

— Se não é isso, o que seria?

Ela finalmente trouxe o olhar para o meu, pensativa, hesitante.

— Esquece, Nic. — Tentou se afastar, mas eu não estava preparado para deixá-la ir. 

— Fica aqui! — falei em um tom ameno, mas firmei o abraço. — A música ainda não acabou.

— Não sabia que estávamos dançando.

— Isso também estraga a nossa amizade?

— Nic… 

— Você não abandonaria seu melhor amigo na pista de dança, justo no aniversário dele, não é? — Apelei, voltando para um campo seguro.

— É claro que não.

— Ótimo!

Sustentei-a contra mim, um pouco mais forte do que com qualquer outra garota que estivesse nos meus braços para uma simples dança, e isso não pareceu perturbá-la. Deixou-se ficar, em um silêncio que de repente era bem confortável, levando em conta a situação.

Quando aquela música terminou, relutei em soltá-la, e não pude deixar de notar que um clima estranho havia se instalado, com ela querendo impor certa distância. 

Parabéns, Nic!

— Obrigado pela dança! — Beijei levemente sua têmpora e permiti que ela se afastasse, quieta demais para o meu gosto.

Deixamos a pista, e nela, vários casais alheios a quaisquer coisas que aconteciam ao redor, entre eles, Milena e Gael. 

Karla foi até Lia e Bruna, e eu procurei não deixar transparecer nada, quando me aproximei dos caras da turma. 

— Nic, que tal uma ruivinha de presente de aniversário? — Kaique acenou para um ponto às minhas costas e tratei de entrar na brincadeira.

— Está devidamente embalada? — perguntei ainda sem me virar.

— Com aquela roupa? Pode estar certo!

Sorri diante do comentário de Lucca e discretamente me virei, observando o corpo pouco recoberto de uma garota que não aparentava ter mais de dezoito anos. Linda!

Acontece que eu estava em uma missão. Explorar a possibilidade de algo mais com a Karla, o que tornava um flerte com qualquer outra garota, no mínimo mau caratismo. Ou será que uma provocação funcionaria com ela?

Por sorte o DJ entrou em ação, trazendo de volta a batida ritmada que fazia o povo se agitar. 

Milena e Gael se juntaram à turma, agora toda em um grupo só. Karla ainda não me olhava diretamente, e agradeci quando o namorado de minha irmã sugeriu mais uma rodada de bebidas. 

— E aí, está sendo muito traumático estar aqui? — Ele perguntou enquanto esperávamos atendimento junto ao bar.

— Não é pra tanto. Só tenho preferência por um lugar onde eu não precise gritar para me fazer ouvir.

— Ah, mas é uma ótima desculpa pra falar ao pé do ouvido com as gatas.

— Tá achando que eu preciso disso? — rebati, pegando duas bebidas.

— Coragem, talvez?

A insinuação de Gael me fez encará-lo com certa surpresa. Seu sorriso era irônico, do tipo que dizia que eu estava dando bandeira, ou que ele estava mais atento do que eu supunha.

Balancei a cabeça tentando demonstrar indiferença diante do comentário e fiz sinal para retornarmos para o nosso grupo, que já não tinha a mesma configuração anterior. 

Os caras estavam afastados, e uns manés tinham se aproximado das meninas. E estaria tudo bem se fosse apenas com Bruna e Lia. Acontece que Milena e Karla estavam sendo assediadas de uma forma que eu e Gael não gostamos nem um pouco. 

Sem pensar muito, tomei a iniciativa de me manifestar a respeito, dizendo que elas estavam acompanhadas, com o namorado de minha irmã reforçando e insinuando que os caras deveriam sair dali. Só que Karla não gostou nem um pouco daquilo. 

Milena está acompanhada, eu não! — resmungou diretamente para mim.

— Vai dizer que se interessou por alguém ali? — duvidei, um tanto debochado, e porque não dizer, enciumado.

— Não poderia?

— Só acho que estão fora dos critérios que você definiu para si.

É, eu estava agarrado àquela decisão dela, que tinha acontecido há tanto tempo, e não estava nem um pouco preocupado em ser discreto. 

— Exatamente! — Ela se aproximou mais, os olhos negros irradiando fúria e  decepção. — Eu defino o que é bom para mim, Nic. Não você!

Sem que eu tivesse tempo para rebater, ela nos deu as costas e saiu, caminhando para longe, se embrenhando em meio a multidão de corpos. 

Eu ainda a chamei, mas é claro que ela não me deu ouvidos. 

— Vai deixar ela sozinha por aí? — Milena perguntou. 

Bufei de raiva, de mim mesmo, por ter me deixado levar pela situação. Larguei as bebidas com minha irmã e Gael, e tratei de ir ao encalço de uma garota ressentida. Alcancei-a próximo ao lounge que levava à área dos banheiros.

— Karla!

— Me deixa, Nic! — resmungou, sem sequer olhar para trás.

— O combinado foi de nenhuma de vocês ficarem sozinhas nesse lugar. — Lembrei-a, apressando o passo até me interpor à sua frente, o que a fez parar abruptamente.

— E quando foi que combinamos que você determina o que é ou não bom para mim? Com quem devo ou não me envolver?

— Nunca fiz isso! 

— Não? Engraçado, lembro de você ter dito, um tempo atrás, que Gael não era para o meu bico, mesmo que eu não estivesse de olho nele. Hoje, você praticamente expulsou dois caras de perto de mim porque resolveu que eles não fazem o meu tipo. 

— Porque sei que não fazem. 

Ela olhou para o lado, a risada irônica ocultando um tom magoado.

— Você não sabe de nada, Nic.  

— Sei que você não quer passar por outra decepção. E te garanto que aqueles dois playboys da pista fariam isso.

— Hum, você agora é vidente! — Cruzou os braços, debochada.

— Não! Sou seu amigo. Seu melhor amigo. E não quero te ver machucada. 

— Então não faz mais isso — criticou com fervor. — Não me trata como se eu fosse incapaz de perceber e decidir as coisas por mim. Nem meus pais fazem isso, Nic. 

Lembrei que para a Karla as coisas eram mais difíceis. Que o preconceito tornava suas batalhas mais árduas, apesar de ela fazer de tudo para não se deixar abater ou contaminar pelo comportamento errôneo e inadequado de tantas pessoas. Acho que eu não estava facilitando. Certamente, não era tirando seu livre arbítrio que eu chegaria até o seu coração. Pelo contrário. Se eu fosse precipitado e a pressionasse, ela escaparia por entre os meus dedos.

Respirei devagar, admitindo parte do meu erro.

— Não era essa a minha intenção. Vou tentar me policiar quanto a isso.

— E vai conseguir? — desafiou, o tom mais moderado.

Dei um passo para perto, querendo acabar com aquele climão.

— Não gosto quando a gente briga.

De novo aquela sobrancelha arqueada, como quem te desafia. 

— Bem, quando você tenta ser o dono da razão, fica meio difícil.

— Como se você fosse muito diferente.

Ela tentou se manter séria, com ar indignado, mas acabou por rir. 

— Tudo bem entre a gente? — Busquei sua mão. Ela apertou a minha.

— Por enquanto!

Assenti e a puxei para voltarmos para a nossa turma.

Desmontar aquela armadura ia ser mais difícil do que eu esperava.

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Espero que tenham gostado! ♥

Não esqueçam de me dizer o que vocês estão achando nos comentários, e de convidar as amigas! Quanto mais vocês interagirem, maior a probabilidade de eu liberar capítulo bônus!!

Os capítulos serão postados às sextas-feiras, podendo haver capítulo bônus na semana dependendo da interação de vocês.

Então chamem as amigas para curtir essa história!

Boa diversão e até a semana que vem! ♥

9 comentários

  1. Adorando ❤️❤️ Já deu para perceber que a Carla vai fazer o Bico rebolar para conquistar o coração dela. ❤️

  2. Adoro os começos!!! A expectativa!!!

  3. Eita mulher difícil o Nic vai ter muito trabalho para conquista-la.

    1. Nic vai ter que rebolar muito,
      Karla vai dar trabalho 😁😁😁😍😍😍

      1. Amando Nossa Razão e esperando ansiosa pelo primeiro beijo e muito mais entre Karla e Nic!❤️❤️❤️

  4. Aí meu Deus será que Karla não percebe que o interesse de Nick por ela não tem nada a ver com pra de irmãos que isso ficou no passado a tempos

  5. Ansiosa pelo próximo capítulo….😍

  6. Anciosa para os próximos…o amor literalmente está no ar 😍😍😍

  7. O amor literalmente está no ar 😍😍😍

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